Vamos lá, pequeno! Precisamos ir agora. Mas meu filho não estava ligando. A areia do parquinho estava na medida certa, então ele continuava cavando com seu novo brinquedo de escavadeira.
Ele se divertia muito, usando a escavadeira para fazer buracos e montes de areia. O sorriso no rosto dele mostrava o quanto estava gostando daquele momento. A cada movimento, a areia voava pra tudo quanto é lado, e ele parecia não se importar com o tempo. O sol brilhava, e o dia estava perfeito para brincar.
“Filho, olha que horas são! Vamos brincar mais tarde?”, tentei lembrá-lo, mas ele não tomou conhecimento. Ele estava completamente concentrado em sua brincadeira. A escavadeira era a sua nova paixão naquele momento, e ele não queria parar de usá-la. Imagino que o parquinho estivesse cheio de possibilidades.
As crianças ao redor estavam fazendo outras coisas. Algumas jogavam bola, outras brincavam em gangorras e balanços. Mas meu filho parecia estar em outro mundo, onde a areia e a escavadeira eram tudo o que importava. Seu foco estava todo ali. Isso me fez lembrar como as crianças têm uma capacidade incrível de se dedicar ao que gostam.
Depois de um tempo, decidi me aproximar. “Que tal mais cinco minutinhos e depois a gente vai embora?”, perguntei, tentando ser flexível. Ele parou por um segundo, olhou para mim com os olhos brilhando e voltou a cavar. A resposta dele estava clara: estava adorando aquele momento e não queria que acabasse.
Enquanto observava meu filho, senti uma onda de alegria. Ver a felicidade dele se divertindo era reconfortante. Às vezes, como pais, nos preocupamos tanto com a rotina que esquecemos como é importante aproveitar o momento. O tempo voa e, no fundo, os momentos simples ficam marcados na memória na hora que sentimos felicidade.
Muitas vezes, em dias como esse, é fácil se perder na correria do dia a dia. Temos tantas coisas para fazer e compromissos. Mas o parquinho nos lembrou que também existem pequenos momentos que valem muito. A risada dele e a simplicidade da brincadeira eram tudo o que realmente importava ali.
Conforme o sol começava a se pôr, a luz dourada iluminava a areia. Olhando os outros pais, percebi que também estavam curtindo a diversão dos filhos. Alguns faziam fotos, outros trocavam palavras sobre o dia. Tinha um clima de alegria e descontração, que sempre bom, principalmente em família.
Finalmente, meu filho olhou para mim e disse: “Só mais um pouquinho!” Ele tinha esse jeito especial de pedir que sempre derretia meu coração. Olhei para o céu, já começando a mudar de cor, e percebi que, mesmo assim, os cinco minutos extras não fariam mal. O que um pouquinho a mais de diversão não faria, certo?
Enquanto ele continuava a escavar, vi um grupo de crianças se aproximando. Elas estavam curiosas para ver o que ele estava fazendo. A cena era encantadora. Ele estava concentrado, mas ao mesmo tempo se divertindo junto com os novos amigos. Eles começaram a ajudar, fazendo montinhos de areia. Isso mostrou que a brincadeira em grupo também tem seu charme.
A interação com outras crianças trouxe um novo ânimo. Eles começaram a construir um “castelo” de areia juntos, e o entusiasmo de meu filho era contagiante. Aos poucos, a escavadeira tinha se tornado uma ferramenta de união em vez de apenas um brinquedo individual. Isso foi muito legal de ver, a maneira como as crianças se aproximavam umas das outras através da brincadeira.
Quando olhei no relógio de novo, percebi que já estávamos quase na hora de ir embora. Comecei a pensar em como formatar a volta em casa. “Filho, agora é hora de ir, você se divertiu bastante!”, comuniquei de forma direta, mas mantendo o tom amigável. Ele olhou para mim, um pouco decepcionado, mas a compreensão logo se desenhou em seu olhar.
Nesse momento, percebi que ele aprendeu uma lição importante: saber se divertir faz parte, mas voltar para casa também é preciso. A insegurança de perder a diversão deu lugar ao entendimento de que sempre haverá mais dias como aquele, cheios de oportunidades para brincar. A vida gira, e o tempo no parquinho fica guardado na memória.
Antes de ir, ele se despediu dos novos amigos. A cena era adorável: ele acenava, e as outras crianças faziam o mesmo. Apesar do dia estar terminando, parece que ele fez amigos, mesmo que só por aquele momento. Crianças têm essa facilidade de se conectar; parece que a amizade floresce rapidamente.
Ao começar a caminhar em direção ao carro, eu e meu filho falamos sobre a diversão do dia. Ele me contou sobre o castelo de areia e como ficou feliz ao ajudar os outros. Essa conversa ao longo do caminho para casa foi especial. É sempre bom ouvir o que eles têm a dizer, e isso aproxima ainda mais a relação entre pais e filhos.
Chegamos em casa, e ele ainda estava animado. A lembrança do parquinho o acompanhou. Organizei a janta, enquanto ele corria pela casa, mostrando as conquistas do dia com suas histórias. Fiquei feliz em saber que ele estava transbordando felicidade e empolgação. Esse tipo de diálogo fez um dia simples se tornar ainda mais inesquecível.
Na hora de dormir, ele pediu para guardar a escavadeira ao lado da cama. “Assim, ela vai sonhar com a gente brincando!”, ele disse. A inocência e a visão infantil são contagiantes, me fazendo lembrar de cada momento que vivemos juntos. O dia pode ter começado como uma simples ida ao parquinho, mas terminou em um a noite cheia de boas lembranças.
Esses dias em família, repletos de brincadeiras, são preciosos. Mesmo pequenas saídas podem se transformar em grandes aventuras. Tudo depende da nossa disposição de aproveitá-las. Estou grato por ter um filho que me ensina a redescobrir o mundo através dos olhos de uma criança.
No fim das contas, eu que iria ensiná-lo sobre viver, percebo que ele também me ensina muito sobre encontrar alegria nas pequenas coisas. Tudo é uma grande troca. O parquinho nos deu um dia incrível, onde a simplicidade reinou. Já estou ansioso pelo nosso próximo dia de diversão juntos. Era a hora de sonhar, e eu também estava me permitindo reviver aqueles momentos de alegria.
Esses momentos são importantes para nós, e a vida continua. E a escavadeira serviu de ponte não apenas para o jogo, mas também para criar laços e memórias. Cada risada e cada hora no parquinho são parte do que construímos juntos. E isso é o que realmente importa.
