No último sábado, 17 de janeiro, a Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, promoveu uma ação para controlar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e outras doenças. Essa ação, chamada de Bloqueio de Controle de Criadouros (BCC), levou agentes de saúde a realizar 700 visitas nas zonas Norte, Sul e Leste da cidade.
De acordo com o balanço divulgado, foram visitadas 434 casas abertas, representando 62% do total, enquanto 255 residências estavam fechadas (36,7%) e houve nove recusas (1,3%), que acontecem quando o morador não permite a entrada dos agentes em seu imóvel. Durante as visitas, os profissionais coletaram nove amostras de larvas.
A ação envolveu 21 profissionais, incluindo agentes de controle de endemias, agentes comunitários de saúde e supervisores, com a finalidade de eliminar locais que possam servir de criadouros para o mosquito. Este trabalho é parte de um esforço contínuo para reduzir o risco de transmissão de doenças e reforçar as medidas de prevenção.
As visitas se concentraram em diferentes áreas da cidade, como a USF Aeroporto, onde 340 casas foram visitadas e 207 estavam abertas. No UBS Nova Marília, 250 casas foram atendidas, sendo 154 abertas e 8 recusas. Por fim, na USF Lácio, 110 casas foram visitadas, com 73 abertas e uma recusa.
Até agora, Marília tem registrado três casos confirmados de dengue neste ano, localizados nos bairros Nova Marília, Jardim Colibri e Jardim Renata.
A secretária municipal da Saúde, Dra. Paloma Libanio, declarou que a ação foi um sucesso e destacou a importância do engajamento da população. “Agradecemos o empenho de todos os agentes de saúde. É fundamental que a comunidade continue fazendo vistorias em suas casas e permitindo o acesso dos agentes. Somente assim conseguiremos combater a dengue”, afirmou.
A supervisora da Divisão de Zoonoses, Talita Rodrigues, reforçou a relevância do trabalho realizado e alertou sobre a necessidade de atenção redobrada durante o período de chuvas, pois qualquer recipiente que acumule água pode se tornar um criadouro do mosquito. As ações de controle e prevenção continuarão em todas as regiões da cidade.
