Hipocalcemia: Doença Metabólica Prejudicial na Pecuária Leiteira

    A hipocalcemia, também conhecida como “febre do leite”, é uma doença que afeta principalmente as vacas e pode causar sérios problemas na produção de leite. Este distúrbio metabólico é mais comum em fêmeas bovinas e traz consequências significativas para a pecuária, como a diminuição tanto da quantidade quanto da qualidade do leite produzido. Além disso, a hipocalcemia pode aumentar o risco de complicações como retenção de placenta, deslocamento de abomaso e mastite. Em casos graves, a doença pode até levar à morte do animal.

    Para combater a hipocalcemia, é essencial que os pecuaristas adotem um monitoramento contínuo e estratégias de manejo adequadas, que incluem cuidados com a alimentação dos bovinos. A doença pode se manifestar de duas formas: a clínica, que apresenta sinais visíveis como tremores e paralisia, e a subclínica, que não apresenta sintomas externos mas é igualmente preocupante. A forma subclínica pode afetar até 50% das vacas no pós-parto, levando a uma queda na produção de leite e a um comprometimento na imunidade do animal.

    Eduardo Pires, médico-veterinário e gerente técnico de Grandes Animais, destaca a importância de uma dieta adequada, especialmente uma dieta aniônica, durante a fase pré-parto. Mesmo com cuidados preventivos, muitos animais podem ainda enfrentar desafios relacionados à hipocalcemia. Portanto, é essencial realizar uma suplementação de cálcio logo após o parto para garantir a saúde do animal.

    Pires também enfatiza que o controle da hipocalcemia exige um sistema de gestão integrada na fazenda. Não se trata de uma ação isolada, mas sim de um conjunto de práticas que garantem a saúde do rebanho e a rentabilidade da produção de leite. Com uma abordagem mais consistente e cuidadosa, os resultados positivos são visíveis tanto na saúde dos bovinos quanto na qualidade do leite produzido.

    Além disso, investir na formação das equipes e no entendimento das melhores práticas é fundamental para aumentar a competitividade dentro da cadeia produtiva. Com essas medidas, é possível oferecer um alimento de alta qualidade à população, produzido de maneira responsável e que assegura o bem-estar dos animais ao longo de suas vidas.

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