Profissionais da saúde em Boa Vista, capital de Roraima, realizaram uma paralisação unificada nesta terça-feira (21) com o objetivo de reivindicar melhorias salariais, valorização da categoria e cumprimento de direitos que, segundo os trabalhadores, têm sido desconsiderados pela administração municipal.
O movimento conta com a participação de várias entidades sindicais, incluindo o Sindicato dos Trabalhadores Municipais, o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, o Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias, e o Sindicato dos Condutores de Ambulância. Juntas, essas organizações representam diversos profissionais que mantêm os serviços de saúde na cidade.
Durante a greve, os atendimentos não essenciais foram suspensos em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). No entanto, serviços hospitalares prioritários, como emergência e internações, continuaram a funcionar com a ajuda de um revezamento entre os trabalhadores, conforme exigido pela legislação.
Lucinalda Coelho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais, destacou que uma das principais reivindicações é o reajuste salarial, cuja data-base é em janeiro. Até o momento, não houve progresso neste sentido. Ela mencionou que, embora o orçamento do município tenha crescido significativamente, isso não se refletiu nos salários dos trabalhadores, que enfrentam o alto custo de vida da região.
Outro ponto importante levantado por Thaís Santos, presidente do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias, é a necessidade de regulamentação de direitos inconclusivos após a implementação do Plano de Cargos e Remuneração (PCR). Ela destacou a preocupação quanto ao enquadramento justo dos servidores e à recuperação de gratificações que foram retiradas.
No mesmo contexto, José da Silva, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, enfatizou a importância do diálogo com a prefeitura. Ele afirmou que os profissionais estão cansados de reivindicar direitos que já deveriam ter sido garantidos. Além disso, pediu uma atualização no piso salarial da enfermagem e melhorias na infraestrutura dos serviços.
José Carlos Silva, presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulância, ressaltou que a categoria uniu forças na paralisação após anos sem respostas da administração municipal. Ele criticou a redução das escalas no Hospital da Criança Santo Antônio e solicitou gratificações por desgaste físico e mental, bem como o reajuste do auxílio alimentação, que está congelado há anos.
Em resposta ao movimento, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou estar comprometida com o diálogo e a análise das demandas dos servidores. A gestão também afirmou que a aplicação de revisões salariais está programada para março e que continuará a trabalhar para melhorar as condições de trabalho e garantir os benefícios previstos em lei. Apesar das reclamações, a secretaria ressalta que a maioria dos serviços de saúde continua funcionando normalmente na cidade.
