Na terça-feira, 21 de janeiro, profissionais da saúde em Boa Vista, capital de Roraima, realizaram uma paralisação unificada. O objetivo do movimento é exigir o reajuste salarial, a valorização dos trabalhadores e o cumprimento de direitos que, segundo as categorias, têm sido desconsiderados pela gestão atual.

    Os sindicatos que participam dessa mobilização incluem o Sindicato dos Trabalhadores Municipais (SITRAM), o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (SINTRAS), o Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias (SINDACSE) e o Sindicato dos Condutores de Ambulância (SINDCONAM). Esses grupos representam várias áreas da saúde e são responsáveis pelo funcionamento dos serviços essenciais na cidade.

    Durante a greve, os atendimentos não considerados urgentes foram suspensos em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Contudo, os serviços hospitalares essenciais, como urgência, emergência e internações, continuaram a funcionar, com os profissionais se revezando para garantir a assistência à população, conforme a lei permite.

    Lucinalda Coelho, presidente do SITRAM, destacou que uma das principais reivindicações dos trabalhadores é o reajuste salarial, cuja data-base é em janeiro, mas que não foi respeitada até agora. Ela afirmou que não houve a oficialização de nenhum aumento e criticou o congelamento de medidas que deveriam melhorar a situação salarial dos profissionais, considerando que o orçamento do município cresceu significativamente, passando de cerca de R$ 600 milhões para mais de R$ 3 bilhões.

    Thaís Santos, presidente do SINDACSE, enfatizou a importância da regulamentação de direitos dos agentes de saúde que ficaram sem resolução após a criação do Plano de Cargos e Remuneração. Ela pediu o retorno de gratificações que foram removidas, dizendo que é essencial para a renda dos servidores.

    José da Silva, vice-presidente do SINTRAS, também mencionou a necessidade de diálogo com a gestão municipal para avançar nas questões referentes ao piso salarial dos profissionais de enfermagem e na infraestrutura adequada para a saúde pública. Ele criticou a falta de comunicação da prefeitura com os sindicatos e enfatizou que é injusto que os profissionais recebam apenas uma parte do piso nacional.

    José Carlos Silva, presidente do SINDCONAM, declarou que a sua categoria participou da paralisação devido à falta de respostas da prefeitura e à redução das escalas de trabalho no Hospital da Criança Santo Antônio. Ele ressaltou a importância de uma gratificação para o SAMU e pediu o aumento do auxílio-alimentação, que está congelado desde 2019.

    A Secretaria Municipal de Saúde foi procurada e afirmou que está comprometida com o diálogo e a análise das demandas dos servidores. A prefeitura destacou que o prazo para revisões salariais é março e reforçou que a maioria dos serviços de saúde segue funcionando normalmente na capital.

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    Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Universo NEO e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.