Em 2025, a geração de energia termelétrica na China, predominantemente movida a carvão, registrou uma queda pela primeira vez em uma década. Os dados, divulgados pelo governo, indicam que essa diminuição ocorre mesmo com o consumo total de eletricidade alcançando um novo recorde. A geração termelétrica caiu 1% em relação ao ano anterior, totalizando 6,29 trilhões de quilowatts-hora (kWh). A queda foi mais acentuada em dezembro, com uma redução de 3,2%.

    Essa mudança no cenário energético é considerada um passo positivo em direção à descarbonização do setor de energia chinês. O país tem como meta alcançar o pico de suas emissões de carbono até 2030. Apesar da diminuição na geração a carvão, a produção desse combustível ainda atingiu níveis recordes no ano passado.

    A crescente participação das energias renováveis no mix energético da China tem sido um fator importante. Em 2025, o crescimento da demanda elétrica foi de 5%, mais modesto em comparação ao aumento de 6,8% registrado em 2024. Isso indica que a diversificação da matriz energética, com a incorporação de mais fontes renováveis, está ajudando a atender à demanda, reduzindo gradualmente a dependência do carvão.

    O consumo de eletricidade na China ultrapassou a marca de 10 trilhões de kWh pela primeira vez, superando a soma do consumo de eletricidade da União Europeia, Rússia, Índia e Japão em 2024. Esse crescimento é impulsionado pela demanda crescente nos setores de internet e serviços digitais, além da fabricação de veículos elétricos.

    Os dados oficiais mostram também que a geração de energia totalizou 9,72 trilhões de kWh em 2024, com um aumento de 2,2% em relação ao ano anterior. A energia hidrelétrica e a nuclear também apresentaram crescimento, com um aumento de 4,1% em dezembro e 2,8% no ano para a energia hidrelétrica e de 3,1% em dezembro e 7,7% em 2025 para a energia nuclear.

    A expectativa é que a geração de energia térmica continue em ritmo lento, uma vez que as energias renováveis seguem em rápida expansão. O crescimento da demanda deve manter-se estável em cerca de 5%, segundo previsões. Especialistas apontam que essa mudança na estrutura de geração de energia na China é difícil de reverter, sugerindo um avanço contínuo em direção a fontes energéticas mais limpas e sustentáveis.

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