A demissão de Alonso do cargo de treinador do Real Madrid gerou reações diversas entre os torcedores. Em Madrid, na terça-feira, foi difícil encontrar um fã que estivesse completamente satisfeito com as mudanças feitas pela diretoria.

    Mario Gonzalez, um dos torcedores, reconheceu que o time não vinha apresentando um desempenho satisfatório. Ele destacou que os aplausos durante os jogos agora eram substituídos por vaias, o que reflete a frustração dos torcedores. No entanto, ele questionou se a decisão de demitir Alonso foi realmente acertada, sugerindo que talvez tenha sido precipitada. Ele afirma que o tempo vai mostrar se essa medida será benéfica para o clube.

    Juan Antonio Lillo comentou sobre as tentativas de Alonso em mudar o estilo de jogo. Para ele, o treinador tentou implementar muitas alterações ao mesmo tempo, o que pode ter causado conflito com alguns jogadores que já estavam acomodados. Lillo também lembrou que a paciência não é uma característica do Real Madrid, que tem um histórico de tomada de decisões rápidas.

    A cobertura da mídia madrilenha sobre a passagem de Alonso pelo comando da equipe apresentou um tom misto, alternando entre críticas e um certo reconhecimento por sua história como jogador no clube. Alguns veículos de comunicação afirmaram que o ambiente no vestiário estava dividido, citando o meia inglês Jude Bellingham como um dos que não demonstrava confiança em Alonso.

    Bellingham, em resposta a esses rumores, usou suas redes sociais para desmentir as informações. Ele se referiu aos responsáveis pelos boatos como “palhaços” e criticou a desinformação que estava circulando. Além disso, durante uma coletiva de imprensa, ele pediu aos torcedores para não acreditar em tudo que leem, reafirmando seu apoio total a Alonso.

    Essas notícias, no entanto, tiveram impacto entre os torcedores entrevistados. Alfredo criticou a postura do clube e argumentou que Alonso “se deixou levar por jogadores mimados” e que não conseguiu impor sua filosofia de jogo. Por outro lado, Ignacio considerou a demissão prematura e se mostrou cético em relação à chegada de Arbeloa como novo treinador. Ele expressou preocupação ao dizer que não acredita que Arbeloa, com menos experiência e legado, conseguirá se impor em um momento difícil para o time, especialmente considerando que Xabi Alonso também encontrou dificuldades nesse papel.

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