A Rússia aguarda uma resposta dos Estados Unidos sobre a proposta do presidente Vladimir Putin para prorrogar, de forma informal, por um ano, as disposições do último tratado de armas nucleares entre os dois países, conhecido como Novo START. Esta informação foi divulgada pelo Kremlin nesta quinta-feira.

    O tratado Novo START, que tem como prazo de validade três semanas para expirar, foi assinado em 2010 pelos presidentes Barack Obama e Dmitry Medvedev. Ele estabelece limites para o número de ogivas nucleares estratégicas que os dois países podem manter, fixando um teto de 1.550 ogivas de cada lado e permitindo um máximo de 700 sistemas de mísseis lançados de terra, submarinos e bombardeiros. Esse acordo é considerado crucial para o controle do armamento nuclear, ajudando a manter um equilíbrio em meio a tensões internacionais.

    Atualmente, o presidente dos EUA, Donald Trump, não se manifestou oficialmente sobre a proposta apresentada por Putin em setembro passado. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou: “Não recebemos uma resposta. Estamos aguardando uma resposta à iniciativa de Putin, que consideramos um tópico muito importante”.

    Trump, em declarações recentes, afirmou que, se o tratado expirar, “expira”. Ele expressou a intenção de negociar um novo acordo mais abrangente, que poderia incluir a China, que possui um arsenal nuclear em crescimento, embora ainda menor em comparação com os de Rússia e EUA. A China, por sua vez, considera que não é razoável solicitar sua participação em negociações de desarmamento entre três países.

    Peskov comentou sobre as declarações de Trump, ressaltando que a ideia de um novo tratado seria benéfica, mas que o processo de negociação seria “muito complexo e demorado”. Além disso, ele reiterou a posição da Rússia de que qualquer discussão sobre estabilidade estratégica e segurança deve incluir os arsenais nucleares do Reino Unido e da França.

    O Novo START representa o último de uma série de acordos que remontam aos anos 70, que visam garantir um controle e um equilíbrio de armas nucleares entre as duas potências, mesmo em momentos de intenso confronto diplomático. Com a iminente expiração do tratado, uma discussão mais profunda sobre a segurança nuclear se torna cada vez mais urgente.

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