As forças russas tiveram seu maior avanço territorial na Ucrânia em 2023 desde o início do conflito em 2022, conforme análise realizada com dados de institutos especializados em conflitos. De acordo com essas informações, a Rússia conquistou mais de 5.600 km², o que representa quase 1% do território ucraniano. Esse aumento na área controlada inclui regiões que estão sob domínio russo e aquelas que o exército de Moscou reclamatou, mas ainda não foram oficialmente confirmadas. Em comparação, em 2022, as forças russas haviam ocupado cerca de 64 mil km².

    Apesar das negociações intensificadas desde novembro passado, com um plano norte-americano para tentar pôr fim ao conflito, os combates entre os dois países continuam. Um dos pontos centrais desse plano, discutido no final de dezembro, é o congelamento das frentes de batalha nas regiões de Zaporizhzhia e Kherson, ao sul, além de Donetsk e Luhansk, no leste, que fazem parte da região do Donbass.

    Em dezembro, a Rússia avançou apenas 244 km², sendo este o menor incremento mensal desde março do mesmo ano. Entretanto, o país intensificou suas operações na região do Donbass, onde busca consolidar sua presença. Os ganhos territoriais da Rússia desde a primavera foram significativos, principalmente em novembro, com um avanço de 701 km², superando o total de conquistas registradas em 2024 (4.000 km²) e 2023 (580 km²).

    Na região de Zaporizhzhia, houve um avanço de 131 km², marcado por intensos bombardeios nos últimos meses. Ao final de dezembro, a Rússia controlava total ou parcialmente 19,4% do território ucraniano. Antes da invasão em fevereiro de 2022, já havia cerca de 7% do território sob controle russo, incluindo a Crimeia e áreas do Donbass.

    Recentemente, a Rússia sofreu algumas perdas, com a retoma de 125 km² na região de Kharkiv e 55 km² em Dnipropetrovsk. Essas áreas estão sendo destacadas no plano americano que recomenda a retirada das tropas russas. As reconquistas ucranianas nestas regiões são consideradas as mais significativas desde junho de 2023, quando as forças de Kiev lançaram uma grande contraofensiva contra as posições russas.

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