A Ryanair voltou a ser destaque nas redes sociais, dessa vez por uma troca de provocações entre seu CEO, Michael O’Leary, e o bilionário Elon Musk. Durante essa discussão, a companhia anunciou uma promoção de passagens a partir de €14,99, usando o episódio como golpe de marketing.

    A confusão começou quando O’Leary foi questionado sobre a possibilidade de usar a internet via satélite Starlink, de Elon Musk, em suas aeronaves. Ele disse que a instalação das antenas aumentaria o consumo de combustível em 2%, levando a custos extras entre US$ 200 milhões e US$ 250 milhões por ano.

    Musk não gostou e respondeu que essa análise era “mal informada”, dando início a uma série de provocações públicas. Essa disputa rapidamente ganhou atenção na internet.

    Para aproveitar a situação, a Ryanair lançou a promoção chamada “Big Idiot Seat Sale” (“Grande promoção de assentos para idiotas”), com 100 mil assentos disponíveis para voos entre fevereiro e abril, a partir de €14,99.

    Em tom de brincadeira, a empresa sugeriu que a venda era “especialmente” para Elon Musk e outros “idiotas” no X (antigo Twitter). A promoção é característica da companhia, que sempre tenta se destacar pela irreverência.

    Dentre os destinos com passagens a partir de €14,99, estão lugares como:

    • Basel (Suíça)
    • Birmingham (Reino Unido)
    • Bratislava (Eslováquia)
    • Bristol (Reino Unido)
    • Cardiff (Reino Unido)
    • Cologne (Alemanha)
    • Copenhague (Dinamarca)
    • East Midlands (Reino Unido)
    • Edimburgo (Reino Unido)
    • Frankfurt Hahn (Alemanha)
    • Glasgow (Reino Unido)
    • Hamburgo (Alemanha)
    • Leeds Bradford (Reino Unido)
    • Liverpool (Reino Unido)
    • Londres Gatwick (Reino Unido)
    • Londres Luton (Reino Unido)
    • Londres Stansted (Reino Unido)
    • Luxemburgo (Luxemburgo)
    • Manchester (Reino Unido)
    • Newcastle (Reino Unido)
    • Newquay (Reino Unido)
    • Paris Beauvais (França)
    • Zagreb (Croácia)

    No meio das provocações, Musk fez uma enquete perguntando se deveria comprar a Ryanair e colocar alguém chamado Ryan no comando. Surpreendentemente, mais de 75% respondeu “sim”. Contudo, investidores não levaram a ideia a sério, e as ações da Ryanair fecharam em leve queda, indicando que o mercado não via a compra como viável.

    Num movimento para a modernização, a Ryanair contou que não aceitará mais cartões de embarque impressos na maioria de seus voos. Assim, os passageiros só poderão usar cartões digitais, que estão disponíveis pelo aplicativo “myRyanair”.

    Atualmente, cerca de 80% dos passageiros já usam cartões digitais para embarcar. A empresa diz que a mudança é para reduzir o desperdício de papel, economizando mais de 300 toneladas por ano, e tornar o processo de embarque mais célere e sustentável.

    Com a nova regra, os viajantes precisam fazer o check-in pelo site ou app e exibir o cartão de embarque digital no celular. Caso o passageiro perca o celular ou tenha problema técnico, pode solicitar um cartão impresso no balcão do aeroporto, desde que o check-in já tenha sido feito.

    Entretanto, os cartões impressos feitos em casa, o famoso “print at home”, não serão mais aceitos na maioria das rotas. Essa mudança sinaliza um avanço nas empresas aéreas, que buscam digitalizar totalmente os processos.

    Para a Ryanair, a digitalização pode ajudar a cortar custos, diminuir a pegada ambiental e aumentar o uso do aplicativo pelos clientes. Às vezes, essa transição pode trazer desafios, como a responsabilidade do passageiro em manter seu celular funcionando e o app atualizado.

    Por outro lado, especialistas alertam que isso pode ser complicado para quem não está tão acostumado com tecnologia. A adaptação vai depender da comunicação da empresa e de como os passageiros lidam com essas novas ferramentas.

    Além disso, a Ryanair também está implementando novas multas de €500 para passageiros que se comportarem mal durante os voos. Essa medida faz parte de uma política mais rígida, buscando evitar distúrbios a bordo, que desagradam passageiros e comprometem a pontualidade.

    Segundo a companhia, é inaceitável que todos os passageiros sofram por conta de uma pessoa com mau comportamento. Eles querem garantir que todos, tanto viajantes quanto a tripulação, tenham uma experiência tranquila.

    A princípio, as ocorrências são consideradas isoladas, mas graves o suficiente para que a Ryanair sinta a necessidade de agir rapidamente. A companhia também pretende processar judicialmente passageiros que causarem danos, buscando compensações civis.

    Além da multa, a empresa pede que bares nos aeroportos limitem o consumo a duas bebidas por passageiro, como uma forma de reduzir a incidência de brigas e comportamentos inadequados nos voos.

    Recentemente, a Ryanair tomou algumas medidas legais contra passageiros infratores:

    • Janeiro de 2025: Um cara que causou um desvio em um voo de Dublin a Lanzarote está sendo processado no tribunal. A companhia quer €15 mil de indenização pelos custos com hospedagem, taxas e impacto sobre os 160 passageiros.

    • Maio de 2025: Um passageiro de um voo entre Glasgow e Cracóvia foi multado em €3.230 após provocar um desvio para outra cidade polaca.

    Com essas mudanças e estratégias de marketing, a Ryanair continua a ser uma companhia que se destaca por suas ações ousadas e polêmicas, mantendo a atenção do público e do mercado.

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