Atualizado em 29/11/2025, às 11:40

    O governo federal está analisando a viabilidade da Tarifa Zero no transporte público. Se for implementada em todo o Brasil, essa ideia pode se tornar a grande promessa social do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conseguir a reeleição em 2026.

    Essa proposta começou a ganhar força após um estudo feito pela Universidade de Brasília (UnB), que calcula o custo para colocar a medida em prática. Esse levantamento deverá ser entregue ao presidente Lula nas próximas semanas, por meio do deputado federal Jilmar Tatto (PT).

    O estudo estima que seriam necessários aproximadamente R$ 80 bilhões por ano para garantir a gratuidade no transporte público em todas as cidades com mais de 50 mil habitantes. Assim, cerca de 160 milhões de brasileiros poderiam ser beneficiados com essa medida, com a União pagando metade desse custo.

    Jilmar Tatto, que é o autor do projeto de lei que regulamenta a Tarifa Zero e já foi secretário de Transportes em São Paulo, acredita que essa pauta pode mobilizar os eleitores como a isenção do Imposto de Renda. Para ele, essa questão é uma prioridade social e deveria fazer parte do programa do PT, funcionando como uma “vitrine” que impacta diretamente a vida das pessoas mais vulneráveis.

    Atualmente, o Brasil possui 138 cidades que já oferecem alguma forma de gratuidade no transporte. A maior delas é Caucaia, no Ceará, com 378 mil habitantes. A avaliação do PT sugere que o plano federal comece com algumas cidades-piloto, expandindo conforme as condições financeiras permitirem.

    Apesar das dificuldades políticas que a Câmara enfrenta, Tatto acredita que o projeto não deve ser barrado. Ele ressalta que o debate sobre a crise no transporte público gerou um consenso entre prefeitos de diferentes partidos, incluindo da direita e do Centrão. Esses gestores reconhecem que aumentar as tarifas não resolve a diminuição do número de passageiros.

    O deputado está confiante de que poucos parlamentares se oporiam a uma proposta tão popular, o que aumenta as chances de que o tema se torne central nas discussões de 2026. Essa iniciativa se encaixa em um cenário de movimentações do governo, focadas em políticas sociais que geram grande repercussão, especialmente visando a próxima eleição.

    Se a Tarifa Zero for implementada, poderia alterar a dinâmica do transporte e melhorar a vida de milhões de brasileiros, facilitando o acesso a serviços essenciais, como saúde e educação. É uma ideia que, caso aprovada, promete transformar a relação da população com o transporte público no país.

    Os principais beneficiados seriam os grupos mais vulneráveis, que frequentemente enfrentam dificuldades financeiras para arcar com o custo das passagens. A gratuidade, então, representa uma mudança significativa, garantindo uma mobilidade mais acessível e digna para todos.

    Além disso, essa proposta pode incentivar o uso do transporte público. Com mais pessoas utilizando ônibus e metrôs, é possível desestimular o uso de carros particulares, promovendo um trânsito menos congestionado e reduzindo a poluição nas grandes cidades. A possibilidade de um transporte mais sustentável é outro ponto a ser considerado.

    Por fim, a discussão sobre a Tarifa Zero no transporte público toca em um tema crucial: a equidade no acesso aos serviços públicos. Garantir que todos tenham direito de se locomover sem custos pode ser um passo importante para reduzir desigualdades sociais no Brasil. É uma proposta que, se bem discutida e implementada, pode ter um impacto positivo duradouro na sociedade.

    O envolvimento da população nesse debate é fundamental. A participação da sociedade civil pode promover uma pressão positiva para a realização da Tarifa Zero, além de garantir que as vozes dos cidadãos sejam ouvidas. O interesse da opinião pública pode transformar essa ideia em realidade.

    Em resumo, a Tarifa Zero pode ser mais que uma ideia; pode se tornar um símbolo de avanço social. Com as corretas articulações políticas e o suporte popular, esse sonho pode sair do papel e se tornar uma nova realidade nas vidas dos brasileiros. A mobilidade urbana acessível é um direito e, cada vez mais, o país parece caminhar para fazer isso acontecer.

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