Goiás encerrou o ano de 2025 com a quinta menor taxa de homicídios do país, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A taxa goiana é de 11,27 assassinatos a cada 100 mil habitantes, apresentando uma nova queda em relação aos anos anteriores. Apenas São Paulo, Santa Catarina, Distrito Federal e Rio Grande do Sul têm índices mais baixos.

    Em São Paulo, a taxa ficou em 5,44 homicídios por 100 mil moradores, embora os números de dezembro ainda não tenham sido divulgados, o que pode aumentar essa taxa. Santa Catarina segue com 6,38, enquanto o Distrito Federal apresenta 8,88 e o Rio Grande do Sul encerrou 2025 com 10,59 homicídios por 100 mil habitantes.

    Nos dados gerais, Goiás registrou 837 mortes violentas no ano, colocando o estado em 14º lugar no total de assassinatos no país. No entanto, a baixa proporção em relação à sua população resulta em uma taxa inferior à de grande parte das outras unidades da federação.

    Em âmbito nacional, foram registrados 34.086 homicídios em 2025, uma queda de 11% em relação aos 38.374 casos em 2024. Essa redução representa o quinto ano consecutivo de declínio nos índices de mortes violentas. O número de assassinatos vem diminuindo de forma contínua desde 2021, com uma redução acumulada de 25% desde 2020, ano marcado pelo início da pandemia de Covid-19.

    As mortes violentas contabilizadas incluem homicídios dolosos (com intenção de matar), feminicídios, latrocínios e lesões seguidas de morte. Os dados são reportados pelas secretarias estaduais de Segurança Pública ao governo federal, que é responsável pela divulgação das informações.

    Este cenário de queda é uma resposta a um período anterior, em que 2017 registrou um pico histórico de mais de 60 mil homicídios. Após esse ano, os índices começaram a cair, mas houve um aumento em 2020, seguido por uma sequência de declínios nos anos posteriores.

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    Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Universo NEO e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.