O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou sua intenção de obter o controle sobre a Groenlândia, declarando que ações serão tomadas, independentemente da opinião local. Durante um encontro na Casa Branca com executivos do setor de petróleo, Trump argumentou que a falta de ação dos Estados Unidos poderia resultar na ocupação do território pela Rússia ou pela China, destacando que isso não seria aceitável para os EUA.
Trump já expressou repetidamente o desejo de adquirir a Groenlândia, seja através de compra ou por meio de força militar, afirmando que isso é uma questão de segurança nacional. No entanto, essa posição tem enfrentado forte resistência tanto da Groenlândia quanto da Dinamarca, além de críticas de aliados europeus. Jacob Isbosethsen, que representa a Groenlândia nos Estados Unidos, enfatizou que “a Groenlândia não está à venda”, destacando a propriedade do território pelo povo groenlandês e a clara posição do governo local.
Quando questionado sobre o valor que estaria disposto a oferecer, Trump respondeu que ainda não estava discutindo questões financeiras, mas que gostaria de chegar a um acordo de forma amigável. Caso isso não fosse possível, ele deixou claro que opções mais rígidas poderiam ser consideradas.
A proposta de Trump gerou reações mistas no Congresso. Algumas vozes, como a do senador Roger Wicker, afirmaram que não há espaço para negociações, já que a Groenlândia, a Dinamarca e os Estados Unidos compartilham uma relação de aliança. A senadora Jeanne Shaheen concordou, ressaltando que não há necessidade de discutir quem controla a Groenlândia, uma vez que os países já colaboram em diversas áreas.
O presidente da Câmara, Mike Johnson, também se manifestou, negando a possibilidade de utilização de ações militares para a aquisição do território, afirmando que a ideia não é considerada seriamente no Congresso.
Por outro lado, o vice-presidente JD Vance pediu que os líderes europeus levem as declarações de Trump a sério. Vance defendeu a importância estratégica da Groenlândia para a defesa dos EUA e do mundo, mencionando o interesse de adversários hostis no território.
Na próxima semana, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, deve se reunir com seus homólogos da Dinamarca e da Groenlândia, a pedido das autoridades dinamarquesas, para discutir as crescentes preocupações em relação à situação.
