Na madrugada do dia 6 de janeiro, um interno do Estabelecimento Penitenciário de Cajamarca foi encontrado morto. O jovem, identificado como Leonardo Gabriel Mariño Ortiz, de 25 anos e natural da Venezuela, cumpria pena por homicídio.

    De acordo com informações do Instituto Nacional Penitenciário (INPE), o corpo foi encontrado às 3h04 durante uma ronda de segurança no setor de isolamento da prisão. Os agentes de segurança perceberam que o interno estava pendurado por uma tira de frazada, presa a uma janela de ferro dentro da cela.

    Após a descoberta, os agentes rapidamente acionaram a equipe de saúde do presídio. Os médicos que chegaram ao local confirmaram o falecimento do recluso. Em seguida, as autoridades do presídio notificaram o representante da Terceira Fiscalía Penal Provincial Corporativa de Cajamarca, que ordenou a abertura de uma investigação para apurar as causas da morte.

    Leonardo Gabriel Mariño Ortiz foi condenado pela morte do agente penitenciário Paúl Enrique Barba Dioses, assassinato que ocorreu em 28 de fevereiro de 2020. Na ocasião, a vítima, de 41 anos, foi atacada quando estava fora de sua casa, na Avenida Independência, cidade de Zarumilla, região de Tumbes. Segundo relatos, dois criminosos em uma motocicleta se aproximaram e dispararam quatro vezes contra ele, atingindo sua cabeça e peito, o que resultou em sua morte imediata.

    Após o crime, a polícia conseguiu prender os suspeitos, entre eles, Leonardo Mariño Ortiz, que na época tinha 18 anos, e um menor de 17 anos que estava dirigindo a motocicleta. Durante a abordagem, os policiais apreenderam uma arma de fogo, um revólver calibre .38, e uma cédula de identidade venezuelana. Mariño confessou que recebeu 3 mil soles para cometer o assassinato. A motocicleta utilizada no crime também foi encontrada.

    As investigações estão sendo conduzidas pelo fiscal Paolo Macas Benites, da Segunda Fiscalía Provincial Penal Corporativa de Zarumilla. As autoridades acreditam que o assassinato de Barba estaria relacionado a disputas com uma organização criminosa conhecida como “Los Chivitos”, com a qual a vítima teve conflitos durante seu trabalho no presídio de Puerto Pizarro. O INPE afirmou que colaborará com as investigações e reafirmou seu compromisso com a segurança nas unidades prisionais.

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