O projeto Águas de Oxalá retomou as atividades em Samambaia em sua segunda edição. O ciclo será encerrado no sábado (27), na Associação Papo de Mãe, com a Lavagem Cultural e o Festival de Acarajé. Antes, a iniciativa passou pelo Complexo Cultural de Samambaia, pela Chácara do Pai Jorge, no Pôr do Sol, e pelo Museu Vivo da Memória Candanga, no Núcleo Bandeirante.

    Idealizado por Mãe Francys Baiana do Acarajé, também chamada de Doné Francys de Oyá, o projeto reúne a comunidade em rituais de lavagem e ações formativas abertas ao público. As oficinas têm duração de 20 horas e turmas de 20 pessoas. Elas abordam o significado, a história, as indumentárias, a musicalidade e a culinária ligadas à tradição. As inscrições são feitas diretamente com Mãe Francys, pelo telefone (61) 99560-1695.

    Além das atividades culturais e religiosas, o Águas de Oxalá é apresentado como uma ação de resistência e diálogo diante de episódios de intolerância religiosa no país. O projeto destaca as culturas de matriz africana como parte da formação social e cultural do Brasil e reforça o combate ao racismo religioso.

    A iniciativa foi realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF). O secretário da pasta, Fernando Modesto, afirmou que o fomento a projetos como este cumpre um dever constitucional de salvaguarda da memória e do patrimônio imaterial do Distrito Federal.

    Com informações da Agência Brasília

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    Nilson Tales

    Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Universo NEO e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.