O partido Avante, presidido no Distrito Federal pelo ex-senador Gim Argello, conseguiu seu primeiro representante no Senado. A legenda, considerada nanica, é praticamente desconhecida na capital federal.
Na origem, o partido se chamou Partido Socialista Agrário e Renovador Trabalhista, o Pasart. A sigla tentou receber dissidentes do PTB, sem sucesso, e pouco depois virou Partido Trabalhista do Brasil. Em 2017, mudou o nome para Avante, mas isso não alterou sua característica principal: nunca elegeu ninguém na esfera federal, salvo um deputado de Minas Gerais.
No Distrito Federal, o partido ganhou repercussão ao filiar, no ano passado, o ex-governador José Roberto Arruda, que ficara sem legenda após deixar o PL. Quem assumiu a presidência da sigla foi o ex-senador Gim Argello, que permanece como principal coordenador de campanha. Arruda, no entanto, se mudou para o PSD, partido muito mais forte, deixando o Avante ainda mais nanico.
O novo senador é Marcos do Val, do Espírito Santo. Ele se elegeu pelo Cidadania e já passou por mais dois partidos. Com sua filiação, o Avante passa a ter, pela primeira vez, representação no Senado.

