Mais de 3,4 mil meios de hospedagem formais em todo o Brasil já usam a nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes em formato totalmente digital. A ferramenta foi desenvolvida pelo Ministério do Turismo e pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Ela agiliza o check-in, acaba com o uso de papel e já registrou mais de 1,71 milhão de fichas preenchidas por 3.406 empresas.

    Parecido com o sistema de check-in de voos, a FNRH digital permite o preenchimento antecipado de dados online pelo Gov.Br. O processo pode ser feito rápido com a leitura de um QR Code, um link compartilhado ou um aparelho dado pelo hotel. Hóspedes estrangeiros não precisam ter uma conta no Gov.Br.

    O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, falou sobre os benefícios da mudança. Ele disse que hotéis, pousadas e resorts vão oferecer um check-in mais rápido, confortável e seguro. A medida também acaba com o uso de papel, ajuda o meio ambiente e facilita a vida dos hóspedes e dos donos de negócios, que terão menos custos.

    A plataforma vai ser obrigatória para todos a partir de 20 de abril de 2026. A regra vale para os 19.231 meios de hospedagem inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur). O Ministério do Turismo tem feito ações para orientar o setor, com um vídeo e uma página de perguntas frequentes. A transição começou de forma gradual em novembro de 2025.

    São Paulo é o estado com mais estabelecimentos usando o sistema: 693. Em seguida vêm Minas Gerais (313), Santa Catarina (311), Rio de Janeiro (305) e Rio Grande do Sul (258). Na região Norte, Pará tem 57 empreendimentos adaptados e o Amazonas tem 53. No Centro-Oeste, Mato Grosso registra 86 e Goiás tem 78.

    A iniciativa segue a Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O sistema garante que as informações dos hóspedes sejam tratadas em um ambiente criptografado e com controle.

    A adoção da ficha digital é um passo importante para a modernização do setor hoteleiro no país. A expectativa é que, com a obrigatoriedade a partir de 2026, todos os estabelecimentos formais se adaptem. O processo de transição tem recebido apoio do governo, que disponibiliza canais de suporte para tirar dúvidas. A mudança deve tornar a experiência de hospedagem no Brasil mais eficiente para turistas e empresários.

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    Nilson Tales

    Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Universo NEO e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.