O presidente da Federação de Futebol da Jordânia, Ali Bin Al Hussein, acusou a Fifa de chantagem e negou apoio a Gianni Infantino, presidente da entidade. A declaração foi dada em meio a uma série de reclamações sobre a gestão da entidade máxima do futebol mundial.
Segundo Ali Bin Al Hussein, a federação jordaniana enfrenta problemas desde a classificação para a Copa do Mundo nos Estados Unidos. Ele citou dificuldades com vistos para torcedores, mesmo com ingressos comprados, e custos elevados com impostos cobrados pelo governo americano através da Fifa.
“Somos um pequeno país com um orçamento mínimo para nossa federação e tivemos que lidar com obstáculos enormes. Primeiro, levar nossos torcedores aos Estados Unidos: nem todos receberam vistos, mesmo tendo ingressos, que também sabemos que foram vendidos a preços exorbitantes”, afirmou.
O dirigente também reclamou do atraso no repasse de premiação referente à Copa Árabe, disputada em dezembro no Catar. “O dinheiro que nossa equipe deveria receber por ter chegado à final ainda não foi enviado, enquanto, ao mesmo tempo, a Fifa se gaba de quantos bilhões eles têm em reserva”, disse.
Ali Bin Al Hussein relatou que a Fifa se recusou a ajudar a federação em diversos assuntos até que, durante a Copa do Mundo, recebeu uma proposta verbal. “Foi me comunicado verbalmente que, se eu apoiasse Infantino, haveria um grande caminho para ajudar nossa federação”, declarou.
O presidente da federação jordaniana afirmou que o país defende valores éticos e que não pretende mudar de posição. “Nós temos orgulho de, na Jordânia, defender valores éticos. Não o apoiamos antes e certamente não o faremos agora. Mas toda a situação equivale a chantagem e nos recusamos a ceder a isso”, concluiu.
