O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou neste domingo (2) que aceitará o resultado das urnas na eleição de 2026. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band News. Na ocasião, ele também disse acreditar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será diferente do de 2022.
“Eu vou aceitar, vou concorrer com essas regras. E eu tenho certeza que o TSE, diferente do de 2022, vai ser um TSE imparcial e que vai tomar todas as providências para que essa eleição ocorra com mais segurança e mais transparência”, declarou o senador.
Flávio afirmou que o tribunal seria o maior interessado em que as eleições ocorram com normalidade, mas reclamou da multa de R$ 22 milhões aplicada pelo então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, contra o PL na eleição passada. Em 2026, o comando do tribunal está com os ministros Kassio Nunes Marques (presidente) e André Mendonça (vice), ambos indicados ao STF por Jair Bolsonaro.
Durante a pré-campanha, o senador já havia criticado Moraes em outras ocasiões. Em julho, ele classificou a proibição de visitas ao pai como uma tentativa do ministro de interferir no pleito deste ano. O tema da aceitação do resultado voltou à pauta após um episódio no dia 21, quando Flávio afirmou a embaixadores que as urnas eletrônicas brasileiras teriam a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic, informação considerada falsa pela Justiça Eleitoral.
Neste domingo, o candidato recuou parcialmente e disse que errou ao afirmar que a empresa fornecia as urnas, mas ressaltou que ela participou do processo. Ele também recomendou que o público acessasse o site da companhia e voltou a pedir “mais segurança e transparência” nas eleições. “Eu só estou cobrando que o TSE imponha mais camadas de segurança, transparência. Não tô falando contra as urnas”, disse.
Flávio negou que duvide dos votos que recebeu em 2022 e afirmou que sua candidatura é de protesto. Ele também repetiu críticas ao julgamento do pai e disse que, se eleito, pretende aprovar uma anistia durante a transição de governo. Na entrevista, o senador afirmou que a transição após a eleição de 2022 ocorreu de forma pacífica e chamou o processo contra Jair Bolsonaro de “farsa”.
Pesquisas recentes mostram Flávio atrás do presidente Lula (PT). No segundo turno, o Datafolha de 24 de julho aponta Lula com 48% das intenções de voto contra 43% do senador. No primeiro turno, o petista tem 40% e Flávio, 32%.

