A Alfândega Nacional da Bolívia divulgou um comunicado oficial sobre a apreensão de aproximadamente 189 quilos de ouro que seriam embarcados em um voo fretado para Dubai. O caso ocorreu no Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra.

    De acordo com as autoridades bolivianas, quatro malas contendo o minério foram retidas pela Força Especial de Combate ao Crime (Felcc) antes do embarque. A aeronave envolvida foi identificada como um jato Gulfstream G100 (IAI Astra) de matrícula brasileira PS-ZRZ. O avião está registrado em nome de Valdir José Zorzo, proprietário do Grupo Dallas Alimentos, conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

    Um documento de autorização de sobrevoo obtido pelo jornal brasileiro MídiaMax aponta que o piloto em comando seria Jim Clark D’Angelo Macedo Araújo. A aeronave decolou de Campo Grande no dia 21 de julho, fez uma parada em Corumbá e seguiu para Santa Cruz de la Sierra.

    Segundo a Aduana, a equipe de plantão foi informada pelo responsável pelo voo de que alguns passageiros transportavam ouro na bagagem de mão. Os agentes iniciaram uma verificação para confirmar a existência da autorização de exportação exigida pela legislação boliviana. Durante a consulta ao sistema SUMA, não foi encontrado registro referente à carga. Um representante do Serviço Nacional de Registro e Controle da Comercialização de Minerais e Metais (Senarecom) analisou o formulário M03 e constatou que o documento era inválido.

    Diante das inconsistências, a Aduana, em coordenação com a Navegação Aérea e Aeroportos Bolivianos (NAABOL), acionou a polícia para reter o ouro e investigar a tentativa de exportação. Seis pessoas foram detidas inicialmente, mas apenas um homem de 22 anos, identificado como Adrián Lema Roca, permaneceu preso por apresentar documentação de exportação falsa. Ele seria o responsável pela carga, avaliada em US$ 25 milhões (cerca de R$ 128 milhões). A aeronave foi liberada dias depois e hoje se encontra em Cuiabá.

    Em resposta à imprensa, o Grupo Dallas afirmou que a aeronave é de propriedade do empresário e que fica disponível para voos fretados quando ele não a utiliza. No entanto, a Anac aponta que o jatinho não é homologado para táxi-aéreo (RBAC 135) e que o único proprietário e operador é o próprio empresário. O advogado do grupo informou ao MídiaMax que o piloto é o responsável irrestrito pela aeronave e que ele está incomunicável no momento.

    Share.
    Nilson Tales

    Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Universo NEO e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.

    Ver todo o conteúdo