A Samarco pagou, em abril, a terceira parcela de R$ 6,82 bilhões prevista no cronograma do Novo Acordo do Rio Doce. O pacto foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro de 2024 e renegocia R$ 170 bilhões entre o poder público e a mineradora, controlada por Vale e BHP. O objetivo é reparar os danos do rompimento da barragem em Mariana (MG), ocorrido em 2015.

    Com o novo repasse, o total de recursos aportados desde a homologação chegou a R$ 17,69 bilhões. Esse montante é destinado a entes federais, estaduais e municipais para financiar políticas públicas ao longo de 20 anos.

    “Estamos avançando de forma consistente na execução do Novo Acordo, com aportes que reforçam uma agenda de longo prazo. São recursos que têm uma regularidade e, assim, viabilizam políticas públicas estruturantes e sustentáveis, com impacto positivo direto nas comunidades”, afirmou o diretor de Estratégia, Financeiro e Suprimentos da Samarco, Gustavo Selayzim.

    As parcelas contribuem com o fortalecimento do SUS, saneamento básico, controle de enchentes e infraestrutura rodoviária. Também financiam pagamentos de fortalecimento de renda, como o Programa de Transferência de Renda (PTR) e benefícios para pescadores mineiros e capixabas. Os valores têm aplicação obrigatória em projetos, obras e serviços executados nos municípios contemplados pelo Novo Acordo.

    Paralelamente às obrigações de pagar, a Samarco tem compromissos como a entrega dos novos distritos de Novo Bento Rodrigues e Paracatu.

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    Nilson Tales

    Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Universo NEO e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.